Dermatologia clínica · Asa Sul, Brasília
Tratamento de hiperidrose em Brasília
Hiperidrose é suor excessivo por glândulas sudoríparas hiperfuncionantes — a ponto de a pessoa suar em repouso. Atinge de 2% a 3% da população nas mãos, pés e axilas, e menos de 40% de quem tem procura ajuda médica. Tem tratamento, e são vários.

- 01 CRM-DF 10012 Dra. Janaina Barbaresco
- 02 RQE 4862 Dermatologia
- 03 Asa Sul Brasília · DF
Em resumo
Uma resposta clara antes dos detalhes.
Transpirar é normal e é assim que o corpo regula a temperatura. Na hiperidrose, as glândulas trabalham além do necessário. Quando atinge mãos, pés ou axilas — as formas palmar, plantar e axilar — sem causa identificável, é chamada primária ou focal. Quando decorre de outra condição médica, é secundária — e aí o suor pode ocorrer no corpo todo. Separar as duas é a primeira tarefa da consulta.
Os dois tipos
Primária e secundária.
A distinção não é acadêmica: na secundária, tratar o suor sem investigar a causa deixa passar a doença de base.
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Primária ou focal
Atinge mãos, pés ou axilas. Afeta de 2% a 3% da população e, na maioria dos casos, nenhuma causa é encontrada. Fatores emocionais e hereditários pesam.
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Secundária
Decorre de outra condição médica. O suor pode ocorrer no corpo todo ou em uma área só, e a avaliação precisa investigar o que está por trás.
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Onde acontece
Axilas, palmas das mãos, rosto, cabeça, sola dos pés e virilha são as regiões mais atingidas.
Causas secundárias
O que pode estar por trás.
A lista existe para justificar por que a consulta investiga antes de tratar — não para autodiagnóstico.
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Endócrinas e metabólicas
Hipertireoidismo, distúrbios de controle de glicose, acromegalia, menopausa e feocromocitoma.
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Cardíacas e pulmonares
Doença cardíaca, doença pulmonar e derrame entram entre as causas possíveis.
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Neurológicas
Doença de Parkinson e lesão na medula espinhal podem cursar com sudorese excessiva.
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Outras
Ansiedade, câncer, síndrome carcinoide, tuberculose e outras infecções, além de determinados medicamentos e substâncias.
Quando procurar
Sinais de que vale a consulta
Suor excessivo não é frescura nem falta de higiene. É condição médica com tratamento.
- Suar em repouso, sem esforço nem calor
- Suor que molha roupa, papel ou teclado no dia a dia
- Mãos que atrapalham cumprimentar, escrever ou usar aparelhos
- Suor que interfere em escolhas de carreira e de convívio
- Suor generalizado ou de início recente na vida adulta
- Suor noturno associado a outros sintomas
Como funciona o atendimento
Da consulta ao acompanhamento
O diagnóstico é clínico, feito a partir dos sintomas e de uma série de perguntas. A investigação de causa secundária vem antes de qualquer conduta.
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Consulta
Avaliação das áreas atingidas, do padrão do suor, do histórico familiar e das medicações em uso.
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Investigação
Avaliação da possibilidade de a hiperidrose estar ligada a uma doença de base.
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Indicação
Escolha do tratamento conforme a área, a intensidade e o que já foi tentado.
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Acompanhamento
Reavaliação da resposta e definição do intervalo, quando o tratamento for de efeito temporário.
O tratamento
As opções disponíveis
São várias, com perfis muito diferentes de eficácia, duração e efeito colateral. A escolha depende da área e da intensidade.
- Antitranspirantes com princípios ativos específicos, em concentração adequada
- Anticolinérgicos orais, eficazes para alguns pacientes mas pouco prescritos pelos efeitos indesejáveis
- Betabloqueadores ou benzodiazepínicos na transpiração ligada ao estresse
- Iontoforese, mais eficaz para mãos e pés, em sessões de 10 a 20 minutos
- Toxina botulínica tipo A, conhecida como botox, aplicada em pontos na área de maior sudorese
- Simpatectomia torácica endoscópica, reservada a casos graves sem resposta às demais opções
A toxina botulínica tem efeito máximo em cerca de duas semanas e duração temporária, entre 6 e 8 meses, quando é preciso reaplicar. A simpatectomia é procedimento cirúrgico, encaminhado a serviço especializado, e não é conduta de primeira linha.
Decisão informada
O que é preciso saber
Cada opção resolve um pedaço do problema e cobra um preço próprio. Conhecer os dois lados é o que permite escolher.
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Anticolinérgicos têm efeito colateral
Boca seca, tontura e dificuldade para urinar estão entre os motivos pelos quais são pouco prescritos.
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Iontoforese não é isenta
Os efeitos colaterais são raros, mas incluem bolhas e rachaduras na pele. Exige várias sessões e hoje é menos utilizada.
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Toxina é temporária
O efeito dura de 6 a 8 meses e depois é preciso reaplicar. Não é solução definitiva.
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A cirurgia tem contrapartida
A principal complicação da simpatectomia é passar a suar em áreas onde isso não acontecia, sobretudo abdome e costas. As mãos podem ficar muito secas nos primeiros meses.
Quem realiza
Quem indica e aplica na Art Corporis
A avaliação é da Dra. Janaina Barbaresco, dermatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia. O diagnóstico vem antes de qualquer conduta.
- 1997 Graduação em Medicina pela Universidade de Brasília.
- 2002 Especialização em Dermatologia no Hospital Universitário de Brasília.
- SBD Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
- SES-DF Dermatologista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal desde 2002.
Perguntas frequentes
Dúvidas comuns.
Respostas educativas. A conduta do seu caso é definida em consulta.
Suor excessivo é doença?
Quando as glândulas sudoríparas são hiperfuncionantes a ponto de a pessoa suar em repouso, sim: é a hiperidrose, condição médica com tratamento.
Qual o melhor tratamento?
Não existe melhor: existe o indicado para a sua área, a sua intensidade e o que você já tentou. Cada opção tem eficácia, duração e efeito colateral próprios.
A toxina botulínica resolve de vez?
Não. O efeito máximo aparece em cerca de duas semanas e dura de 6 a 8 meses, quando é necessário reaplicar.
Preciso operar?
A simpatectomia é reservada a casos graves, de difícil controle ou de sudorese disseminada, quando os demais tratamentos falharam. É encaminhamento, não primeira linha.
Pode ser sinal de outra doença?
Pode. Quando decorre de outra condição médica é chamada de hiperidrose secundária, e a avaliação investiga isso antes de tratar o suor.
Antitranspirante comum resolve?
Em parte dos casos, antitranspirantes com princípios ativos específicos e concentração adequada dão conta. É o primeiro degrau da conduta.
Aviso
Este conteúdo é educativo e não substitui a avaliação médica presencial. Anticolinérgicos, betabloqueadores, toxina botulínica e procedimentos cirúrgicos têm indicações, contraindicações e efeitos adversos definidos, discutidos em consulta.
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Suor excessivo tem tratamento.
Na consulta, a Dra. Janaina avalia a área, a intensidade e a possibilidade de causa secundária, e define qual das opções faz sentido para o seu caso.
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