Dermatologia clínica · Asa Sul, Brasília
Tratamento de herpes em Brasília
Herpes é uma infecção viral que se manifesta como pequenas bolhas agrupadas, geralmente nos lábios ou na região genital. É contagiosa, é benigna e costuma voltar — e o tratamento funciona melhor quando começa aos primeiros sinais, antes das bolhas.

- 01 CRM-DF 10012 Dra. Janaina Barbaresco
- 02 RQE 4862 Dermatologia
- 03 Asa Sul Brasília · DF
Em resumo
Uma resposta clara antes dos detalhes.
O herpes tipo 1 causa a lesão oral — o herpes labial —, nos lábios ou dentro da boca. O tipo 2 é o principal responsável pelo herpes genital. O tipo 3 é o vírus da varicela: depois da catapora, ele fica latente no organismo e, ao se reativar, provoca o herpes-zóster, o cobreiro. Uma vez adquirido, o vírus permanece no corpo — o que se trata são as reativações.
Como se manifesta
As fases de um episódio.
O episódio dura cerca de 5 a 10 dias e segue uma sequência previsível. Reconhecer a primeira fase é o que permite tratar cedo.
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Antes das bolhas
Coceira e ardência no local onde as lesões vão surgir. É a hora de procurar o médico, não depois.
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Bolhas
Formam-se pequenas bolhas agrupadas como um buquê, sobre área avermelhada e inchada.
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Rompimento
As bolhas se rompem e liberam líquido rico em vírus, formando uma ferida. É a fase de maior risco de transmissão.
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Crosta
A ferida seca e forma crosta, que dá início à cicatrização.
O que reativa
Por que volta.
A recidiva costuma vir depois de um período em que o organismo está mais vulnerável.
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Estresse
É o gatilho mais relatado. Períodos de tensão prolongada precedem boa parte das recidivas.
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Sol
Exposição solar prolongada, especialmente nos lábios, é gatilho frequente do herpes oral.
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Infecções
Um quadro infeccioso em curso pode reativar o vírus latente.
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Baixa imunidade
Períodos de depressão ou de queda da imunidade favorecem o retorno das lesões.
Cuidados
Como reduzir a transmissão
O contágio é por contato direto com a lesão, e a autocontaminação para outras partes do próprio corpo é real.
- Evitar contato direto com a ferida e lavar bem as mãos depois de manipulá-la
- Atenção redobrada com mucosas ocular, bucal e genital
- Não compartilhar talher, toalha, batom e outros objetos de uso pessoal
- Lavar bem toalhas e talheres antes de reutilizar
- Evitar sexo oral quando houver lesão na boca ou perto dela
- Preservativo reduz, mas não elimina, o risco de transmissão
Como funciona o atendimento
Da consulta ao acompanhamento
Quanto antes o tratamento começa, menor a intensidade e a duração do surto. Isso vale para todo episódio.
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Consulta
Avaliação da lesão, do tipo de herpes e da frequência com que as recidivas acontecem.
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Indicação
Definição do antiviral, da via e da duração — local ou oral, conforme a intensidade.
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Tratamento
Iniciado assim que aparecem os primeiros sintomas, idealmente antes das bolhas.
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Prevenção
Em recidivas muito frequentes, avaliação da imunidade e dos gatilhos, com plano para reduzir os episódios.
O tratamento
O que faz parte da conduta
O objetivo é encurtar o surto, reduzir a intensidade e diminuir a chance de transmitir.
- Antiviral de uso local, em creme ou solução, em quadros mais leves
- Antiviral por via oral, conforme a intensidade e a localização
- Início do tratamento aos primeiros sintomas, antes das bolhas
- Cuidados locais para evitar autocontaminação
- Avaliação da imunidade quando as recidivas são frequentes
- Identificação e controle dos gatilhos
Gestantes com histórico de herpes genital precisam informar o obstetra: há risco de contaminação do bebê no parto normal, e a via de parto é avaliada por causa disso.
Decisão informada
O que é preciso saber
Herpes é doença contagiosa e benigna, que costuma se manifestar mais de uma vez. O que muda o curso de cada episódio é a rapidez em tratar.
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O vírus não vai embora
Uma vez adquirido, permanece latente no organismo. O que se trata são as reativações, não o vírus em si.
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Transmite mesmo sem lesão
Os vírus do herpes oral e genital podem, às vezes, ser transmitidos quando não há lesão ativa visível.
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Autocontaminação
Manipular a ferida pode levar o vírus para outras partes do próprio corpo, com atenção especial aos olhos.
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Vacinas são discutidas
A eficácia das vacinas contra o herpes é objeto de discussão: há bons resultados em alguns pacientes e pouco ou nenhum em outros.
Quem realiza
Quem indica e aplica na Art Corporis
A avaliação é da Dra. Janaina Barbaresco, dermatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia. O diagnóstico vem antes de qualquer conduta.
- 1997 Graduação em Medicina pela Universidade de Brasília.
- 2002 Especialização em Dermatologia no Hospital Universitário de Brasília.
- SBD Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
- SES-DF Dermatologista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal desde 2002.
Perguntas frequentes
Dúvidas comuns.
Respostas educativas. A conduta do seu caso é definida em consulta.
Herpes tem cura?
O vírus permanece latente no organismo depois da primeira infecção. O tratamento atua sobre os episódios: encurta o surto, reduz a intensidade e diminui a chance de transmissão.
Quando devo começar a tratar?
Assim que aparecerem os primeiros sintomas — a coceira e a ardência que precedem as bolhas. Começar nessa fase é o que torna o surto mais curto e mais leve.
Quanto tempo dura um episódio?
Cerca de 5 a 10 dias, seguindo a sequência de bolhas, rompimento e crosta.
Posso transmitir sem estar com ferida?
Pode. A transmissão é possível mesmo sem lesão ativa, embora o risco seja maior na fase em que as bolhas se rompem.
Herpes-zóster é a mesma coisa?
É causado pelo vírus da varicela, o tipo 3, que fica latente depois da catapora. Ao se reativar, provoca o quadro popularmente chamado de cobreiro.
Grávida com herpes genital pode ter parto normal?
É uma decisão do obstetra. Há risco de contaminação do bebê no nascimento, e por isso o histórico precisa ser informado.
Aviso
Este conteúdo é educativo e não substitui a avaliação médica presencial. Não se automedique: antivirais têm indicação, via e duração definidas por médico. Ao suspeitar de herpes, procure avaliação dermatológica.
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